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terça-feira, 5 de maio de 2015

LIVROS DE COLORIR PARA ADULTOS


Fenômeno de vendas de livros de colorir para adultos supera expectativa de editoras

Lançamentos tratam de meditação a sexo. Selo espanhol exporta livros de avião, para não perder tempo

Jardim secreto

Experimente traçar uma rota entre livrarias na Savassi, bater de porta em porta, à procura dos já cultuados livros para colorir Jardim secreto e Floresta encantada, de Johanna Basford. Parada 1, Livraria Leitura: “Volte na semana que vem, porque aqui já acabou”, diz o apressado vendedor. Parada 2, Scriptum: “Chega mais para mim na semana que vem, mas temos os outros”, sugere o balconista. Parada 3, Quixote: “Acabou tudo, virou um fenômeno”, afirma o livreiro Alencar Perdigão.
Naquela região, a missão só é bem-sucedida na Livraria do Ouvidor, que não vendia lápis de cor e passou a trabalhar com o produto para atender à demanda da febre. A experiência revela um fato: o sumiço dos “originais” das prateleiras acabou favorecendo os “genéricos”, ou seja, publicações parecidas que foram no embalo.
Na próxima semana, a editora Alaúde coloca nas livrarias Mil e uma noites, uma homenagem à diversidade das culturas árabe, mourisca, persa e indiana. São desta mesma editora Fantasia celta (Michel Solliec) e Jardim encantado (Sophie Leblanc) respectivamente o 5º e o 6º livros mais vendidos na semana, de acordo com a PublishNews.
“É um fenômeno mundial. Vendemos assim também no México, Espanha, Argentina, Colômbia e Portugal”, conta Álvaro Díez, editor da Ilus Books, de Madri, responsável pela publicação da coleção Mandalas para Relaxar. Os primeiros livros, com traços de Sergio Guinot, saíram há cerca de um ano. “Sempre vendemos bastante as mandalas de Gaudí e Picasso, especialmente por causa dos museus espanhóis, mas os novos vendem até mais”, afirma.
Segundo Díez, os atuais pedidos do Brasil só superam os que vêm do México. “Mas isso pode mudar logo. É uma loucura. Estão esgotando assim que saem”, conta. A Ilus Books bateu a marca de 400 mil cópias da coleção vendidas na Espanha, Portugal e América Latina. “Para se ter uma ideia do volume, estamos despachando por avião, algo impensável para os livros, por causa do peso.”
“É engraçado como essas tendências vêm e ninguém sabe de onde. Não sei explicar”, afirma a editora Raissa Castro, da editora BestSeller. Foi por pouco que ela não saiu na frente. Em outubro do ano passado, quando esse tipo de obra ainda não tinha tanto destaque, ela participou de uma feira na Europa e avaliou a possibilidade de trazer títulos para o Brasil.
“Pareceu-me uma coisa muito diferente e eu também estava precisando fazer algo para desestressar”, pensou, antes de comprar os direitos de Mindfulness – O livro de colorir, de Emma Farrows. Mas como o livro com os desenhos era acompanhado de outra obra, explicando a prática de mindfulness (atenção plena), que necessitava tradução, o lançamento foi adiado para o início de março. “Nesse meio tempo, chegou O Jardim Secreto (Sextante). Imaginei que inauguraria o mercado de livros de colorir para adultos no Brasil”, confessa.
 
Reboque

Raissa não puxou a fila, mas comemora o reboque. A grande aposta da BestSeller para o dia das mães é Mãe, te amo com todas as cores, de Christina Rose. Além dele, há outros dois títulos recentemente adquiridos na Feira de Londres: Creative colouring for grown-ups e The gorgeous colouring book for grown ups. O investimento no segmento não para. “Hoje (segunda passada) enviei uma proposta para dois outros bem diferentes”, diz ela.
Segundo dados da Editora Alaúde, a média de tiragem de um livro no Brasil é de três mil exemplares. A aposta feita pela empresa fez com que Jardim encantado tivesse a primeira tiragem com dez mil exemplares. A procura surpreendeu: entre março e abril, a editora já chegou a 225 mil exemplares impressos.
A expectativa inicial da Sextante com as obras de Johanna Basford era atingir 100 mil exemplares vendidos. O Jardim Secreto foi lançado em dezembro e até agora vendeu cerca de 300 mil exemplares, caminhando para a 12ª reimpressão. Floresta encantada vendeu 220 mil e está indo para sua terceira reimpressão.
Mais vendidos
1) Floresta encantada
(Johanna Basford, Ed. Sextante)
2) Jardim secreto
(Johanna Basford, Ed. Sextante)
5) Fantasia celta
(Michel Solliec, Ed. Alaúde)
6) Jardim encantado
(Sophie Leblanc, Ed. Alaúde)
Semana de 13/04/15 a 19/04/15
Ranking publishnews
Impróprio para menores
Pensa em investir em outros títulos desse segmento? “Penso, mas é segredo”, brinca a editora Bebel Abreu. Em dezembro do ano passado, tudo que ela queria fazer era um livro com nome e conceitos divertidos. Assim nasceu o Suruba para colorir (Bebel Books). São dois volumes, com desenhos picantes de 35 artistas, entre eles, Laerte, Kiko Dinucci, Renata Miwa, Adão Iturrusgarai. Em resumo: ação entre amigos.
“Como ele tem só uma cor, não seria caro, então era mesmo arregaçar as mangas e trabalhar: convidar, receber e tratar os desenhos, cobrar os atrasados, diagramar, divulgar e lançar!”, conta. A repercussão é que fugiu ao controle. Suruba para colorir começou a ser vendido em fevereiro em livrarias menores em São Paulo e no Rio de Janeiro, além do próprio site da editora.
Até então, as tiragens da Bebel Books giravam em torno de 60 a 100 unidades. A idealizadora, porém, resolveu arriscar e mandou fazer 1,8 mil exemplares. “Esperava que esgotasse em um ano, mas isso aconteceu em menos de dois meses. Já estamos na segunda tiragem, que vai sair em português e em inglês, desta vez com 3,6 mil. Isso porque vamos lançar em Amsterdã e atender às encomendas de países como Alemanha, Portugal e Inglaterra”, anuncia.
Bebel supõe que até mesmo um possível esgotamento da fórmula inicial dos livros de colorir possa favorecê-la. “Agora, com essa moda de livros de colorir para adultos, quem se cansa de jardins e borboletas acha engraçado ter sexo para colorir. No caso, esse é o único livro de colorir para adultos não recomendado para menores aqui no Brasil (que eu conheça)”, diverte-se.

Mania multicolorida

Acompanhe a onda de livros para colorir:

Jardim secreto
Floresta encantada
Embarcaram na onda
Jardim encantado: Livro de colorir antiestresse
Fantasia celta
Suruba para colorir
Mãe, te amo com todas as cores
Mindfulness o livro de colorir
Mandalas para relaxar
Arte-Terapia antiestresse: Jardins: 100 imagens para colorir
Desenhos de Andy Warhol
Mandalas mágicas
Um montão de coisas: Para achar e colorir

Fonte: Estado de Minas Cultura | Carolina Braga

Reproduzido na íntegra do blog: http://blog.crb6.org.br/

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

FOLCLORE E HUMOR NA BIBLIOTECA

Queridos alunos, como vocês já sabem, no mês de Agosto, a biblioteca realizou dois projetos: o primeiro dá sequência ao projeto "Mês da Literatura Temática", no qual selecionamos um determinado tema ou gênero literário; e como neste mês se comemora o dia nacional do folclore (22 de Agosto), enfocamos a literatura  folclórica; e o segundo diz respeito ao tema humor, denominado Sor(riso): humor na biblioteca.

Para o mês da literatura folclórica, montamos na biblioteca um mural com personagens das lendas folclóricas em origami, cordões com folhetos da literatura de cordel e exposição de livros com a temática folclórica. Para os alunos do 1º ciclo: contação de histórias com lendas do folclore brasileiro e leitura de literatura de cordel.

Para o projeto Sor(riso): humor na biblioteca, produzimos um folheto para todos os alunos do 3º ciclo em que, objetivamente, através de desenhos e textos, explicamos as várias formas de expressão do humor. Foi montada na pequena Galeria de Artes da biblioteca uma exposição sobre humor com tiras, quadrinhos, charges, cartuns e caricaturas. E para finalizar o projeto, convidamos o chargista mineiro Duke para uma palestra com os alunos.

Reveja abaixo a decoração folclórica da biblioteca, a exposição de humor e alguns momentos da palestra do Duke.

Decoração folclórica


Exposição e palestra sobre humor

 


Duke e equipe da biblioteca do 1º turno


Você, aluno, que assistiu a palestra do Duke e quer conhecer mais sobre seu trabalho, acesse o link http://www.dukechargista.com.br/



 Aplausos! Muito lindo!













sexta-feira, 22 de julho de 2011

Exposição de livros novos na biblioteca

 Além do mês temático do "Romance e da amizade" que aconteceu no mês de junho, fizemos a exposição dos livros novos recebido pelo PNBE e adquiridos pela  biblioteca. Foi um sucesso! Os alunos adoraram ver tanto livros novos e muitos empréstimos foram feitos, muito acima da média de outros meses.


Exposição de livros novos - clique na imagem para ampliar

terça-feira, 12 de abril de 2011

Domínio Público

Domínio Público é uma biblioteca digital on line do governo federal (Ministério da Educação), onde você pode acessar obras literárias, musicais e publicações sobre educação, todos de domínio público. Você pode ler na tela, fazer dawnload, imprimir.

O QUE É DOMÍNIO PÚBLICO: De acordo com a Wikipédia, domínio público é um conjunto de obras culturais, de tecnologia ou de informação ( livros, artigos, invenções, obras musicais, etc.) que não são submetidas a direitos patrimoniais de alguma pessoa física ou jurídica, ou seja, material de livre comércio.

No Brasil, os direitos autorais dura 70 anos contados a partir de 1º de janeiro do ano seguinte à morte do autor. Também é de domínio público obras de autores que não deixaram herdeiros, ou de autores desconhecidos.

Amigos, este portal está preste a sair do ar por falta de acesso. Por favor, acesse, mesmo que seja só para conhecer, divulgue para seus amigos.

Acesse  Domínio Público

Acesse o link abaixo se você quer ver, primeiro, a lista de autores e obras em língua portuguesa de domínio público, em ordem alfabética.

Lista de autores de domínio público

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mês temático da literatura popular


Agosto é o mês temático
do folclore. O tema já está sendo trabalhado com a decoração da biblioteca, livros nas mesas, leitura, gincana e contação de histórias.








Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra "folclore"?


A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. "Folk", em inglês, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros.

Região Sul

Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festas tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: Baba-de-moça, churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.

Região Sudeste


Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, lingüiça, carne de porco.
Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.

Região Centro-Oeste

Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.
Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.

Região Nordeste


Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas: Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias - destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Pratos - Arroz de Hauçá, Baba-de Moça, Frigideira de camarão, Bolo-de-Milho e outros.

Região Norte

Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru.
Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi .

Principais manifestações folclóricas:


BUMBA-MEU-BOI - Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas.

PASTORIL - Festa de origem portuguesa, onde "pastoras" vestidas de azul e encarnado, se apresentam diante do presépio em atitude de louvor ao Menino Jesus. Representado durante o Natal.

REISADO - De origem ibérica, é caracterizada por um grupo de pessoas que se reúne para cantar e louvar o nascimento de Cristo. Os praticantes personificam a história dos gladiadores romanos, dos três reis magos e a perseguição aos cristãos. A época principal de exibição são as festividades natalinas, sobretudo no período dos Santos Reis, e o local é de preferência diante de uma lapinha ou presépio. O enredo mais autêntico é registrado em Juazeiro do Norte.

CANINHA VERDE - Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril).

DANÇA DO COCO - Surgiu nos engenhos de açúcar, entre os negros existentes no Ceará. Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançando aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.

MANEIRO PAU - Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.

FOLIA DE REIS - Originalmente, festa popular dedicada aos Três Reis Magos em sua visita ao Deus Menino. É caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos, a partir do dia 2 de janeiro ou nas vésperas dos Reis (5/1). Nas visitas eles cantam e dançam versos alusivos à data, ao som de instrumentos e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro). A visita noturna tem mais graça quando se torna uma surpresa.

TORÉM - Dança indígena originária dos descendentes dos índios Tremembé, nativos do povoado de Almofala, no distrito de Itarema, o Torém surgiu por volta do século XVIII no Ceará. É simples e imitativa da fauna local, tendo como ponto alto o momento em que é servido o "mocororó", uma bebida fermentada do caju, bastante forte. O espetáculo é de grande plasticidade.

DANÇA DE SÃO GONÇALO - Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras.

MARACATU - De origem africana, consiste num desfile de reis. Apresenta-se em forma de cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada - a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.

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